26 de set de 2009

OS DISCÍPULOS E AS DISCÍPULAS DE JESUS CRISTO SÃO REVOLUCIONÁRIOS E REVOLUCIONÁRIAS

Segundo o filólogo Aurélio Buarque de Holanda, “revolucionária” é a mulher que prega, lidera ou toma parte em revolução ou revoluções e “revolução” é a transformação radical da estrutura política, econômica e social de conceitos.

Na Bíblia Sagrada; em Jo. 04. 6-19, 25-30 e 39-42; fala de um homem que promoveu uma transformação radical na estrutura política, econômica e social dos conceitos sobre a mulher, em Samaria, e de uma mulher que, após receber o conhecimento de quem ela era, pregou, liderou e tomou parte desta transformação.

Os costumes daquela época eram:
.os fariseus evitavam qualquer contato com mulheres não parentas;
.na opinião dos rabinos todos os samaritanos eram ritualmente imundos;
.os fariseus pregavam que seria melhor queimar a Lei de Deus do que ensiná-la a uma mulher.

Jesus Cristo não fez o percurso entre a Galiléia e a Judéia do modo como os judeus costumavam fazer. Eles cruzavam o rio Jordão e iam para a margem oriental, para não passar por Samaria.
Jesus Cristo, que era judeu, ao ver a mulher samaritana se desassociou dos costumes da época:
.falou com uma mulher não parenta;
.teve contato com uma samaritana;
.ensinou a Lei de Deus a uma mulher.

A mulher samaritana deixou o seu cântaro no poço e foi até a cidade:
.pregar para os samaritanos sobre Jesus Cristo;
.liderar a ida dos samaritanos até Jesus Cristo;
.tomar parte da transformação que Jesus Cristo fez na cidade de Samaria.

O filólogo Aurélio Buarque de Holanda define "mestre" como quem serve de base ou de guia; fundamental.

JESUS CRISTO serviu de base, de guia para os seus discípulos e suas discípulas e foi fundamental para a transformação radical da estrutura política, econômica e social dos conceitos sobre a mulher, nas cidades de sua época e, continua promovendo transformações em continentes, países e cidades em que, com a chegada do Seu evangelho, há a criação, alteração e publicação de leis que protegem as mulheres de todo tipo de violência e/ou garante-lhes direitos.
Portanto, Ele É O NOSSO MESTRE que começou o Seu ministério chamando um pequeno grupo de doze homens e aceitando o oferecimento de Joana, Suzana, Maria Madalena e outras mulheres para se tornarem, discípulos e discípulas; nesse intervalo ensinou as pessoas como ser discípulos e discípulas e terminou o Seu ministério com a grande comissão para fazer discípulos e discípulas.

Como discípulos e discípulas de Jesus Cristo, é fundamental que sigamos o Seu exemplo. Por onde Ele passava havia revolução. Por onde quer que passemos temos de pregar, liderar e tomar parte das transformações promovidas pelo evangelho de Jesus Cristo.

25 de set de 2009

A IMPORTÃNCIA DAS PESQUISAS CIENTÍFICAS SOBRE O PRECONCEITO EM RELAÇÃO À MULHER

Segundo o filólogo Aurélio Buarque de Holanda, pesquisar significa informar-se a respeito de e/ou fazer-se investigação e estudo, minuciosos e sistemáticos, com o fim de descobrir fatos relativos a um campo do conhecimento.

Os teólogos cristãos e as teólogas cristãs têm feito estudos e investigações, minuciosos e sistemáticos, com o fim de descobrir fatos relativos a origem e/ou perpetuação do preconceito sobre a mulher na sociedade em geral.

Os resultados desses estudos e dessas investigações têm revelado indícios de que "O preconceito sobre a mulher não vem de Deus. O preconceito sobre a mulher não vem de Jesus Cristo. O preconceito sobre a mulher não vem do Espírito Santo".

O preconceito sobre a mulher vem dos homens e das mulheres que, por falta de conhecimento, acabam aceitando tradições, religiosidades e legalismos impostos pela sociedade em geral.

As tradições, as religiosidades e os legalismos tiveram origem com os gregos, passaram pelos romanos e se concretizaram através do judaísmo; quando não era permitido que as mulheres estudassem a Lei de Moisés e, alguns mestres judeus falavam que mais valia a pena queimar a Lei de Deus do que ensiná-la a uma mulher.

Em função de tais idéias, não nos é difícil compreender por que razão as mulheres não tinham permissão de tomar parte na sinagoga estudando, falando ou orando em voz alta.

Infelizmente, essas idéias se perpetuaram pelo cristianismo e durante séculos não foi permitido às mulheres estudar, falar ou orar em voz alta nas instituições em geral.

No século XXI, o maior acesso das mulheres à instrução é uma das mudanças mais importantes que hoje estão melhorando a situação delas no mundo. No entanto, a mulher ainda está muito distante de viver o efeito igualador do evangelho na igreja, no trabalho, no lar, na comunidade, etc.

Para mudar esta situação as mulheres precisam se unir; formando grupos de estudos liderados por pesquisadoras, se graduando, se pós-graduando, etc.; para informar-se sobre o que a Bíblia Sagrada diz a respeito das tradições, das religiosidades e dos legalismos e fazer investigações e estudos de forma minuciosa e sistemática sobre como Deus, Jesus Cristo e o Espírito Santo trataram as mulheres na Bíblia Sagrada.

24 de set de 2009

A ÚNICA MULHER A SER CHAMADA DE DISCÍPULA

Segundo o filólogo Aurélio Buarque de Holanda, politizar significa inculcar a (certas classes ou categorias sociais) ou a (indivíduos dessas classes) a consciência dos seus deveres e direitos políticos.

A melhor maneira de termos a consciência dos nossos direitos e deveres políticos é participando dos movimentos sociais.

De acordo com a socióloga Maria da Glória Gohn, os movimentos sociais são ações coletivas de caráter sociopolítico, construídas por atores sociais pertencentes a diferentes classes e camadas sociais.

Na Bíblia Sagrada, em At. 09. 36-43, fala sobre Dorcas que foi a única mulher em todo o Novo Testamento a ser chamada de discípula por liderar um movimento social.

O movimento social liderado por Dorcas teve início com uma ação individual ao observar que em Jope, onde ela morava; que era uma cidade situada na costa do Mar Mediterrâneo; muitos maridos e pais partiam em direção a águas perigosas e não mais voltavam do mar, deixando para trás viúvas, órfãos e órfãs enlutados e desamparados.

Os atores sociais eram os habitantes de Jope. Dorcas era helenista ou judia que morava entre os gregos e falava a língua grega, tornando-se cristã.

A ação individual de Dorcas consistiu em se posicionar para transformar os valores dos gregos e da igreja em Jope, costurando roupas para distribuir às viúvas e aos filhos e filhas da cidade.

A ação individual se transformou em ação coletiva pois possivelmente essas viúvas e esses filhos e filhas passaram a trabalhar com Dorcas na igreja e a ajudarem a distribuir as roupas.

Dorcas conseguiu, através de um movimento social, fazer com que os gregos e a igreja em Jope se conscientizassem dos seus deveres e direitos políticos como cristãos e cristãs, mexendo inclusive com Pedro que permaneceu em Jope, vivendo na casa de um curtidor de peles de animais, que era uma profissão considerada "impura" pelos judeus, por causa da manipulação de animais mortos.

23 de set de 2009

A MULHER VIRTUOSA FOI UMA MULHER EMPREENDEDORA

A Bíblia Sagrada, em Pv. 31.10-27, fala sobre a mulher virtuosa que no original significa mulher de força.

Na maioria das ministrações que ouvi até hoje sobre a mulher virtuosa, o palestrante ou a palestrante a descreveu como uma mulher subserviente, passiva e resignada.

O filólogo Hildebrando de Lima define uma mulher empreendedora com os seguintes significados: que ou o que empreende, ativa, arrojada.

A mulher virtuosa foi ativa ao falar com sabedoria e ensinar com amor, ao cuidar dos negócios da sua casa, ao se levantar, antes de clarear o dia, ao não dá lugar à preguiça, ao não deixar a sua lâmpada se apagar de noite, ao acolher os necessitados, ao estender as mãos aos pobres, ao agasalhar todos os seus familiares quando chega a neve, ao sorrir diante do futuro.

A mulher virtuosa empreendeu ao escolher a lã e o linho e com prazer trabalhar com as mãos, ao preparar a comida para a sua casa, ao dar tarefas às suas servas, ao fornecer cintos aos comerciantes, ao se vestir de linho fino e de púrpura.

A mulher virtuosa foi arrojada ao trazer de longe as suas provisões, ao examinar uma propriedade, ao adquirir uma propriedade, ao plantar uma vinha com o lucro do seu trabalho, ao perceber que o seu comércio era lucrativo, ao fazer com que seu marido fosse respeitado entre as autoridades da sua terra.

A mulher virtuosa empreendeu ao segurar com as mãos o fuso, ao pegar com os dedos a roca, ao fazer roupas de linho fino, ao vender roupas de linho fino, ao fazer cobertas para a sua cama.
Portanto, a mulher virtuosa foi uma mulher empreendedora que se entregou com vontade ao seu trabalho como:
.mulher que não trabalha fora;
.mulher que trabalha fora;
.mulher que trabalha para a comunidade;
.mulher que trabalha para Deus.
A mulher virtuosa é a mulher do século XXI!

22 de set de 2009

QUAL A ORIGEM DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS CHEFIADAS POR MULHERES?

Segundo pesquisa feita em agosto de 2006 pelo IBGE, 30% das trabalhadoras brasileiras são as principais responsáveis pelo sustento financeiro da casa.
Tipicamente, essa é uma mulher de seus 40 anos que, na metade dos casos, mora sozinha com os filhos.
Essa mulher na maioria dos casos está como chefe de família porque:
.ficou viúva de marido vivo;
.ficou viúva de marido morto;
.teve uma gravidez indesejada;
.o marido saiu de casa;
.fugiu da violência doméstica;

.anulou o casamento;
.se separou;
.se divorciou.
Na Bíblia Sagrada, em Mt. 19.06b, está escrito "Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem" ou a mulher [grifo nosso].
Acontece que há casamentos que, mesmo tendo recebido a bênção de Deus, não foi Deus quem ajuntou o homem e a mulher.
Foram casamentos que aconteceram porque:
. um homem ou uma mulher era considerado "um bom partido";
. um grupo de amigos e amigas disputou quem seria o primeiro e/ou o último a se casar;
. um grupo de amigos e amigas apostou quem conquistaria um homem ou uma mulher;
. o homem ou a mulher fugiram da violência da família de origem;
. um "profeta"ou uma "profetisa" simulou uma ordem divina;
.um "pastor" ou uma "pastora" determinou com quem um homem ou uma mulher se casaria;
. um homem ou uma mulher foi coagido a se casar.
São as sociedades conjugais que terminam pela anulação do casamento, pela separação judicial e pelo divórcio; dando origem ao tipo de famílias brasileiras chefiadas por mulheres.

21 de set de 2009

A 1ª INSTÂNCIA DE LUTA PARA DIREITOS IGUAIS PARA AS MULHERES

Na Bíblia Sagrada, em Nm. 27.01-08, lemos que Zelofeade, da tribo de Manassés, tinha cinco filhas: Maalá, Noa, Hogla, Milca e Tirza.

A iniciativa delas de se apresentarem diante de Moisés, Eleazar (o sumo sacerdote) e dos príncipes das 12 tribos; quando a terra ainda estava sendo dividida entre as tribos; é a 1ª instância de luta, na Bíblia Sagrada, sobre um apelo para direitos iguais para as mulheres.

Zelofeade tinha morrido sem deixar filhos e suas filhas pediram a Moisés e aos líderes do povo que permitissem que as filhas herdassem a porção do pai delas na terra; para que o nome dele não desaparecesse.

Deus atendeu ao pedido das filhas de Zelofeade e disse a Moisés que se um homem morresse sem filhos, os bens dele deveriam ser dados as filhas.

Elas se preocuparam em garantir uma propriedade e prosperidade para uma família em que mulheres viraram chefes de família.Para isso Maalá, Noa, Hogla, Milca e Tirza se posicionaram e lutaram:
.no mundo natural, quando tiveram a coragem de irem diante de Moisés, Eleazar e dos príncipes das 12 tribos para reivindicar a herança do pai;
.
no mundo espiritual, quando elas creram que Deus daria a terra, mesmo que ainda estivessem fora dela.

MULHER, é bíblica a luta pelos seus direitos de acordo com as leis do país e de acordo com as leis de Deus.

8 de set de 2009

MULHER É CONDENADA A PRISÃO POR USAR CALÇA COMPRIDA

Hoje eu amanheci com a seguinte notícia nos meios de comunicação:
MULHER É CONDENADA A PRISÃO POR USAR CALÇA COMPRIDA NO SUDÃO
Lubna Hussein, de 43 anos, foi liberada das 40 chicotadas previstas na lei islâmica em vigor no Sudão.

No Sudão, país do centro da África, um caso na Justiça chamou a atenção mundial. Uma mulher foi detida porque usava calça comprida. A polícia considerou a calça indecente. Ontem foi o dia do julgamento. Lubna Hussein, de 43 anos, chegou à corte de Cartum com a mesma roupa que vestia no dia da prisão dela, em julho. O tribunal condenou Lubna a um mês de prisão mas a liberou das 40 chicotadas previstas na lei islâmica em vigor no Sudão. Do lado de fora, um ato de solidariedade: 40 mulheres protestaram vestindo calças compridas.
Fonte: http://www.globo.com/
Provavelmente muitos homens cristãos e muitas mulheres cristãs, ao lerem essa notícia se indignaram, considerando um absurdo a lei islâmica, que prevê a prisão de um mês e 40 chicotadas, para as mulheres que usarem calça comprida.

Como cristãos e cristãs realmente a nossa reação não poderia ser diferente considerando que Jesus Cristo é o nosso Mestre, que somos discípulos e discípulas de Jesus Cristo e o que defendemos na construção das leis de um país, precisa estar de acordo com o que Jesus Cristo defendeu.

Jesus Cristo sempre aceitou as mulheres do jeito que elas eram. O ministério de Jesus Cristo foi marcado pela presença de mulheres de todas as raças, de todas as posições sociais e de todas as religiões e, em nenhum momento, em contato com essas mulheres, Jesus Cristo se preocupou com a forma com que elas se vestiam, se calçavam, se enfeitavam, se divertiam, se perfumavam, se arrumavam, se cortavam o cabelo, se maquiavam, etc.

A grande preocupação de Jesus Cristo era mostrar para essas mulheres o evangelho do Reino de Deus que era capaz de:
.salvá-las, convencendo-as do pecado, da justiça e do juízo;
.curá-las de todo tipo de enfermidades;
.libertá-las de toda opressão dos judeus e dos gregos;
.restaurá-las da lascívia, da fornicação, do adultério, da prostituição, etc.
Porém, Jesus Cristo não ficou apenas no discurso. Ele não se incomodou com o que os seus discípulos, os rabinos, os escribas, os fariseus, os saduceus, os essênios, etc.; falariam a respeito dEle.
Ao encontrar-se com:
.a mulher pecadora na casa de um fariseu, Ele a salvou, convencendo-a do pecado, da justiça e do juízo (Lc. 7. 36-50);
.a mulher que sofria de uma hemorragia, há 12 anos, Ele a curou daquela enfermidade (Mt. 9. 19-22);
.as mulheres que viajaram com Ele, as libertou da opressão dos judeus e dos gregos (Lc. 8. 1-3);
.a mulher samaritana no poço de Jacó, uma mulher que já tinha tido 5 maridos e o que estava com ela não era dela, Ele a restaurou da lascívia, da fornicação, do adultério e da prostituição (Jo 4. 1-42).

O protestantismo histórico e pentecostal no Brasil, durante muito tempo, não seguiram o exemplo de Jesus Cristo, em relação às mulheres. O crescimento do protestantismo histórico e pentecostal, também foi marcado pela presença de mulheres de todas as raças, de todas as posições sociais e de todas as religiões.

No entanto, os missionários estrangeiros e as missionárias estrangeiras que trouxeram o evangelho do Reino de Deus para o Brasil, vieram de países desenvolvidos que tinham como prática, impor a sua forma de viver aos países subdesenvolvidos e, por serem oriundos de países de clima temperado e/ou frio, esses missionários e essas missionárias impuseram as mulheres cristãs brasileiras, que viviam em um país de clima tropical, os seus usos e costumes, criando nos templos brasileiros uma “doutrina de homens e de mulheres” que, há 100 anos aproximadamente, oprime, principalmente as mulheres cristãs, impedindo-as de viver o efeito igualador do evangelho praticado por Jesus Cristo.

As mulheres do protestantismo histórico não foram tão oprimidas quanto às mulheres do protestantismo pentecostal. A grande preocupação do protestantismo pentecostal, durante o século XX, ao contrário das atitudes de Jesus Cristo, foi a forma com que as mulheres cristãs: se vestiam, se calçavam, se enfeitavam, se divertiam, se perfumavam, se arrumavam, se cortavam o cabelo, se maquiavam, etc.
A opressão as mulheres cristãs se manifestava através da:
.obrigação de só usar vestidos e/ou saias longas que não mostrassem os tornozelos;
.obrigação de só usar vestidos e/ou blusas de mangas compridas que não mostrassem o “ossinho” do pulso;
.obrigação de usar anágua por baixo das saias e/ou combinação por baixo dos vestidos;
.obrigação de só usar sapatos fechados;
.obrigação de só usar meias grossas;
.proibição da prática de esportes;
.proibição da prática do lazer;
.proibição de depilar as axilas e as pernas;
.proibição do uso de sabonetes, desodorantes, perfumes;
.proibição de pintar as unhas das mãos e dos pés;
.proibição de usar maquiagem;
.proibição do uso de roupas da moda;
.proibição de cortar o cabelo,
.proibição do uso de jóias, etc.

Ainda hoje, no século XXI, a grande maioria das mulheres cristãs, do protestantismo pentecostal, continuam sendo oprimidas por essas “doutrinas de homens e de mulheres”, contrariando o exemplo de Jesus Cristo. Algumas denominações já promoveram alguma abertura em relação aos usos e costumes das mulheres cristãs, porém ainda acontecem aberrações como:
.a proibição de que a mulher cristã cante, ore, toque, leia a Palavra de Deus, etc., no púlpito da igreja, de calça comprida, quando pode assistir ao culto na nave do templo, usando esse mesmo traje;
.a proibição de que a mulher cristã cante nos corais e toquem na orquestra da igreja de calça comprida, sendo que podem prestar esse mesmo serviço para Deus na nave do templo, com o mesmo traje;
.a proibição de que as mulheres cristãs se depilem com cera “por ser pecado”, mas podendo se depilar com gilete “por não ser pecado”;
.a proibição de os diáconos servirem a Ceia do Senhor a mulheres cristãs de calça comprida, quando às mesmas é permitido assistir ao culto com esse traje;
.a proibição de que uma pastora ministre a Palavra de Deus por estar com um terninho de calça comprida;
.a proibição de que uma mulher ocupe um determinado cargo na igreja por usar calça comprida, por usar vestidos e blusas sem manga, por ter cortado o cabelo, por usar jóias, por pintar as unhas das mãos e dos pés, por usar batom, etc., quando é permitido a essa mesma mulher assistir aos cultos, na nave do templo, usando esse mesmo traje e apetrechos, etc.

De uma certa forma, como a Lubna Hussein, essas mulheres cristãs também foram condenadas peladoutrina de homens e de mulheres” a um século de prisão e, ao contrário de Lubna que foi liberada das 40 chicotadas, essas mulheres cristãs recebem diariamente as chicotadas das tradições, dos legalismos e das religiosidades presentes nos templos do protestantismo histórico, pentecostal e neo-pentecostal.

Os homens cristãos e as mulheres cristãs que se indignaram ao lerem essa notícia, precisam também se indignarem contra a opressão a que estão submetidas essas mulheres cristãs e, praticarem um ato de solidariedade, protestando contra o fato de que, se continuarmos agindo assim não estaremos reconhecendo Jesus Cristo como o nosso Mestre e não poderemos continuar sendo chamados de discípulos e discípulas de Jesus Cristo, já que não estamos tratando as mulheres cristãs como Ele as tratou.

6 de set de 2009

A AÇÃO DE DEUS, DE JESUS CRISTO E DO ESPÍRITO SANTO PELA IGUALDADE DA MULHER

A principal ação pela igualdade da mulher no mundo teve origem em Deus, passou por Jesus Cristo e se consolidou com o Espírito Santo.

No Antigo Testamento, as mulheres israelitas gozavam de considerada liberdade.
As mulheres efetuavam todo o trabalho de casa:
. iam buscar água e preparavam o alimento (Gn 18.6);
. fiavam e faziam roupa (I Sm. 2.19);
. negociavam (Pv. 31.14-24).

As mulheres participavam ativamente da vida política:
. Bate-Seba, mãe de Salomão, chegou a manobrar eventos, já nos fins do reinado de Davi, garantindo para seu filho o trono (I Rs. 1.3-31);
. as reformas políticas e religiosas, instituídas pelo rei Asa, de Judá, incluíram a remoção da rainha-mãe, Maaca que estava exercendo uma influência negativa sobre o reino (I Rs. 15.9-13)
. uma rainha e a irmã de um ex-monarca lutaram pelo controle do trono. (II Rs. 11).

As mulheres tomavam parte, na adoração pública, nos mais diversos campos:
. como cantoras ( II Cr. 35.25);
. como profetisas ( Hulda em II Rs. 22.14), (Miriã em Ex. 15.20) e (A esposa de Isaías em Is. 8.3);
. como bordadeiras (Pv. 31.19).

No Novo Testamento, as mulheres cristãs podiam gozar de melhores privilégios.

As mulheres Suzana, Joana, Maria Madalena e muitas outras mulheres, viajaram com Jesus Cristo e, nesta atitude, Ele demonstrou que para Deus todas as pessoas são iguais (Lc. 8.1-3):
. Suzana tornou-se líder entre as mulheres que serviam e davam apoio financeiro a Jesus e seus discípulos;
. Joana, sem dúvida era uma mulher de prestígio e influência social. Tomou uma difícil decisão: correu o risco de perder seu conforto para tornar-se seguidora de Jesus, ofertando o seu tempo, energia e recursos para apoiar a obra de Deus;
. Maria Madalena estava como testemunha da crucificação (Mt. 27.55,56), estava presente no sepultamento de Jesus (Mt. 27.61), estava entre os primeiros a ouvirem o anúncio do anjo sobre a ressurreição de Jesus (Mt. 28.01-06) e foi a primeira pessoa que, realmente, conversou com Jesus, depois que Ele ressuscitou (Jo. 20.11-18).

Ainda no Novo Testamento, o Espírito Santo ampliou os privilégios das mulheres cristãs, que participaram dos dons do Espírito Santo no Dia de Pentecoste (At. 2. 1-4) e tiveram ampliadas as suas participações na adoração pública.

As mulheres cristãs participavam da adoração pública através:
. da prática dos seus dons de oração e profecia (I Co 11.5a);
. da atuação como diaconisas como foi o caso de Febe (Rm. 16. 01) e outras oito mulheres elogiadas por Paulo pelo seu trabalho nas igrejas locais ( II Tm. 1.5 e II Tm 3. 14,15);
. da atuação como pastoras como foi o caso de Priscila que foi ensinada e treinada pelo próprio Paulo e discipulou Apolo (At. 18. 24-26).

Neste dia 6 de setembro de 2009, dia em que comemoramos o Dia Internacional de Ação pela Igualdade da Mulher, a principal ação que precisamos ter como mulheres cristãs é divulgarmos para a sociedade em geral que a relevante contribuição do Cristianismo, para a melhoria das condições sociais da humanidade, foi a elevação da mulher, pois as mulheres cristãs podem viver o efeito igualador do evangelho garantido por Deus, por Jesus Cristo e pelo Espírito Santo.

5 de set de 2009

A INFLUÊNCIA DAS LEIS JUDAICAS NO PROTESTANTISMO HISTÓRICO, PENTECOSTAL E NEO-PENTECOSTAL

Israel sempre se distinguiu como nação profundamente interessada pela história, pela religião e pela lei.

A lei nacional dos israelitas era conhecida como “Lei de Moisés”, visto que tanto a jurisprudência quanto o seu sistema de práticas rituais foram transmitidos através de Moisés, vindos de Deus.

O judaísmo criou o ofício formal dos rabinos que eram juízes civis e mestres religiosos, ao mesmo tempo, para fazerem a interpretação da lei mosaica.

Foi quando tiveram origem as tradições, as religiosidades e os legalismos impostos a sociedade judaica, que acabaram influenciando profundamente o cristianismo, tendo como sua principal vítima, A MULHER.

Segundo o teólogo Russel Norman Champlin, tradição é um acúmulo de idéias, histórias, ensinamentos, leis, etc.; que assumem algum tipo de autoridade ou em alguns casos, contradizem autoridades posteriores consolidadas por escrito.

Os rabinos acreditavam que a Torá tenha começado com tradições orais que foram escritas por Moisés e as tradições podiam consolidar ou expandir corpo de ensinamentos já existentes.

Foi quando surgiram as leis judaicas determinando que em uma sociedade judaica:
. os homens despertavam toda manhã agradecendo a Deus por não terem nascido mulher;
. a mulher não tinha alma, segundo o pensamento de alguns rabinos;
. seria melhor queimar a Lei de Deus do que ensiná-la a uma mulher,
. a mulher deveria assistir o culto de adoração pública por trás de um biombo, na varanda das mulheres;
. a mulher não tomava parte ativa no culto de adoração pública; falando ou mesmo orando em voz alta;
. um homem não devia conversar com uma mulher na rua, nem mesmo com sua própria esposa, e muito menos ainda, com qualquer outra mulher;
. a honra de uma mulher exigia que ela ficasse em casa, cumprindo sua função essencial de ter filhos e filhas e de facilitar ao seu marido o cumprimento dos preceitos judaicos;
. o homem era livre para escolher dedicar seu tempo a Deus, a mulher não era livre de fazê-lo; etc.

Segundo o filólogo Aurélio Buarque de Holanda legalismo tem o significado de apego, geralmente exagerado, a normas e procedimentos legais.

Os movimentos ortodoxos, segmentos mais tradicionalistas do judaísmo, não admitem a formação de mulheres como rabinas, baseando-se na crença de que o conjunto das leis judaicas é imutável, e que, como não houve rabinas no passado, não deveria haver no presente ou no futuro.

Segundo o filólogo Hildebrando de Lima religiosidade é definida como sentimento de hesitação ou dúvida de consciência religiosa.

Baseados no conceito de fazer mudanças conforme os avanços do mundo e as exigências da sociedade, mas sem perder a essência da tradição judaica, os movimentos religiosos judaicos mais liberais: o Conservador, o Reformista e o Reconstrucionista; tomaram a iniciativa de voltar a estudar as leis judaicas, em busca de respostas, chegando à conclusão de que não há objeções diretas para ensinar e formar mulheres como rabinas.

O protestantismo histórico, pentecostal e neo-pentecostal foram tremendamente influenciados pelas leis judaicas quando:
. os homens e as mulheres se sentavam em lados separados na igreja;
. à mulher não era permitido estudar nos institutos bíblicos;
. um homem e uma mulher não podiam se cumprimentar com abraços e beijos, a não ser que fossem parentes e/ou homens com homens e mulheres com mulheres;
. à mulher era proibido trabalhar fora de casa;
. à mulher só era permitido trabalhar na igreja: na cantina, na cozinha, no serviço social, no círculo de oração;
. a mulher não pode pregar e/ou ensinar em cultos públicos;
. a mulher só pode pregar e/ou ensinar para mulheres;
. as mulheres são proibidas de serem ordenadas diaconisas, presbíteras, evangelistas, pastoras, bispas;
. as mulheres são proibidas de se filiarem às convenções locais, regionais e nacionais de suas respectivas denominações, etc.

Os teólogos cristãos e as teólogas cristãs têm distinguido entre três tipos de lei, dentro da Lei de Moisés:
. as leis morais que envolvem as questões de bem e de mal, que não se alteram com a passagem do tempo;
. as leis cerimoniais que são os ritos que acompanhavam a legislação mosaica e podiam ser alterados com a passagem do tempo;
. as leis civis que são os estatutos que governavam os cidadãos e as cidadãs de Israel e que não tinham aplicação a povos fora da antiga nação de Israel.

A preocupação com a lei foi transferida para o Novo Testamento, onde, entretanto, recebeu um novo caráter. Jesus Cristo foi o novo Moisés que nos trouxe um conhecimento mais profundo e uma aplicação mais perfeita dos princípios ensinados no Antigo Testamento.

A LEI DO AMOR assumiu o seu devido lugar como LEI SUPREMA DIVINA em sua origem e, obrigatória para todos os homens e todas as mulheres.

3 de set de 2009

UMA MULHER DE DEUS QUE NÃO ACEITOU TER O SEU MINISTÉRIO ABAFADO POR HOMENS DE DEUS

Na história do protestantismo histórico, pentecostal e neo-pentecostal no Brasil a maioria das igrejas evangélicas não reconheceram o sacrifício de Jesus Cristo na cruz do calvário, que nos trouxe o efeito igualador do evangelho, reservando às mulheres de Deus um papel secundário, em que na adoração pública só podiam e/ou podem atuar:
.na cantina;
.na cozinha;
.no serviço social;
.no círculo de oração;
.no toque de instrumentos musicais;
.no solo de músicas;
.no canto em corais;
.na regência de corais.
No entanto, sempre tivemos nas igrejas evangélicas mulheres de Deus que tiveram os seus ministérios abafados por homens que proibiram-nas de exercerem o chamado de Deus para: .
. dirigir igrejas;
. dirigir cultos;
· ser pregadoras;
· ser ensinadoras;
· ser diretoras de institutos bíblicos;
· ser missionárias;
· ser diaconisas;
· ser presbíteras;
· ser evangelistas;
· ser pastoras.
Porém, essas mulheres de Deus não se conformaram com esses impedimentos. Mesmo sendo consideradas cidadãs do céu de segunda categoria, na adoração pública, para esses homens; elas se posicionaram e, proibidas de terem títulos dados por homens; mesmo na cantina, na cozinha, no serviço social, no círculo de oração, no toque de instrumentos musicais, no solo de músicas, no canto em corais e na regência de corais; exerceram as funções de dirigir igrejas, dirigir cultos, ser pregadoras, ser ensinadoras, ser diretoras de institutos bíblicos, ser missionárias, ser diaconisas, ser presbíteras, ser evangelistas e ser pastoras.
Uma dessas mulheres foi a minha vovó (1903-1987) que aceitou Jesus Cristo, se batizou e serviu a Deus na Assembléia de Deus de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, que tinha como Presidente, o Pr. Samuel Nyström e como Vice-Presidente, o Pr. Cícero Canuto de Lima e; de acordo com I Tm. 3. 1-13 e At. 6. 1-7, aspirou ao episcopado e reuniu as principais características para o exercício dessas funções como: tinha boa reputação, era cheia de sabedoria, era cheia do Espírito Santo, era irrepreensível, era apta para ensinar e era hospitaleira.
Ela tinha todas as qualificações exigidas pela Bíblia Sagrada para o recebimento de todos os títulos dados a meu vovô Pr. Isidro de Moraes, entretanto, pelo fato de ser mulher foi impedida por homens de os receberem; mas os recebeu de Deus que a escolheu e a capacitou como PASTORA MERCEDES DE MORAES para:
· dirigir uma congregação da Assembléia de Deus de São Cristóvão, na favela de Jacarezinho, no Rio de Janeiro; em parceria com o Pr. Isidro de Moraes;
· dirigir os cultos do Círculo de Oração da Assembléia de Deus de Jacarezinho, no Rio de Janeiro que, com o crescimento, recebeu a independência da Assembléia de Deus de São Cristóvão;
· pregar a Palavra de Deus nos Círculos de Oração e nas Uniões Femininas de várias denominações;
· ensinar a Palavra de Deus na Escola Bíblica Dominical, na Escola Bíblica de Férias, em Grupos de Estudo nos lares, etc.;
· ser missionária, sendo escolhida pelo Pastor e Missionário Eurico Bergstén para liderar a implantação de um movimento social na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, financiado pela Finlândia; de distribuição de sopa para os moradores em geral; tendo inclusive a responsabilidade de expandir para outras favelas do Rio de Janeiro esse movimento social que matou a fome de muitas famílias;
· ser diaconisa, como responsável pelo serviço social da Assembléia de Deus de Jacarezinho, no Rio de Janeiro que, entre tantas atribuições; preparava a sopa para ser servida aos moradores;
· ser presbítera, como responsável por dirigir o Círculo de Oração da Assembléia de Deus de Jacarezinho e coordenar as funções das demais mulheres que a assessoravam em Cultos de Bebê, Cultos nos Lares, Visitação dos membros, etc.;
· ser evangelista, dirigindo as reuniões que antecediam a distribuição da sopa com uma palavra de ânimo, coragem e reação aos moradores; para que eles e elas se conscientizassem dos seus direitos e deveres políticos;
· ser pastora, visitando o rebanho, apascentando o rebanho e protegendo o rebanho que Deus entregou em suas mãos.
A Prª. Mercedes de Moraes foi uma mulher politizada que não se intimidou com as proibições de homens para o exercício de seu ministério e influenciou homens em relação à necessidade de ordenar as mulheres de Deus que aspiram ao episcopado.