5 de set de 2009

A INFLUÊNCIA DAS LEIS JUDAICAS NO PROTESTANTISMO HISTÓRICO, PENTECOSTAL E NEO-PENTECOSTAL

Israel sempre se distinguiu como nação profundamente interessada pela história, pela religião e pela lei.

A lei nacional dos israelitas era conhecida como “Lei de Moisés”, visto que tanto a jurisprudência quanto o seu sistema de práticas rituais foram transmitidos através de Moisés, vindos de Deus.

O judaísmo criou o ofício formal dos rabinos que eram juízes civis e mestres religiosos, ao mesmo tempo, para fazerem a interpretação da lei mosaica.

Foi quando tiveram origem as tradições, as religiosidades e os legalismos impostos a sociedade judaica, que acabaram influenciando profundamente o cristianismo, tendo como sua principal vítima, A MULHER.

Segundo o teólogo Russel Norman Champlin, tradição é um acúmulo de idéias, histórias, ensinamentos, leis, etc.; que assumem algum tipo de autoridade ou em alguns casos, contradizem autoridades posteriores consolidadas por escrito.

Os rabinos acreditavam que a Torá tenha começado com tradições orais que foram escritas por Moisés e as tradições podiam consolidar ou expandir corpo de ensinamentos já existentes.

Foi quando surgiram as leis judaicas determinando que em uma sociedade judaica:
. os homens despertavam toda manhã agradecendo a Deus por não terem nascido mulher;
. a mulher não tinha alma, segundo o pensamento de alguns rabinos;
. seria melhor queimar a Lei de Deus do que ensiná-la a uma mulher,
. a mulher deveria assistir o culto de adoração pública por trás de um biombo, na varanda das mulheres;
. a mulher não tomava parte ativa no culto de adoração pública; falando ou mesmo orando em voz alta;
. um homem não devia conversar com uma mulher na rua, nem mesmo com sua própria esposa, e muito menos ainda, com qualquer outra mulher;
. a honra de uma mulher exigia que ela ficasse em casa, cumprindo sua função essencial de ter filhos e filhas e de facilitar ao seu marido o cumprimento dos preceitos judaicos;
. o homem era livre para escolher dedicar seu tempo a Deus, a mulher não era livre de fazê-lo; etc.

Segundo o filólogo Aurélio Buarque de Holanda legalismo tem o significado de apego, geralmente exagerado, a normas e procedimentos legais.

Os movimentos ortodoxos, segmentos mais tradicionalistas do judaísmo, não admitem a formação de mulheres como rabinas, baseando-se na crença de que o conjunto das leis judaicas é imutável, e que, como não houve rabinas no passado, não deveria haver no presente ou no futuro.

Segundo o filólogo Hildebrando de Lima religiosidade é definida como sentimento de hesitação ou dúvida de consciência religiosa.

Baseados no conceito de fazer mudanças conforme os avanços do mundo e as exigências da sociedade, mas sem perder a essência da tradição judaica, os movimentos religiosos judaicos mais liberais: o Conservador, o Reformista e o Reconstrucionista; tomaram a iniciativa de voltar a estudar as leis judaicas, em busca de respostas, chegando à conclusão de que não há objeções diretas para ensinar e formar mulheres como rabinas.

O protestantismo histórico, pentecostal e neo-pentecostal foram tremendamente influenciados pelas leis judaicas quando:
. os homens e as mulheres se sentavam em lados separados na igreja;
. à mulher não era permitido estudar nos institutos bíblicos;
. um homem e uma mulher não podiam se cumprimentar com abraços e beijos, a não ser que fossem parentes e/ou homens com homens e mulheres com mulheres;
. à mulher era proibido trabalhar fora de casa;
. à mulher só era permitido trabalhar na igreja: na cantina, na cozinha, no serviço social, no círculo de oração;
. a mulher não pode pregar e/ou ensinar em cultos públicos;
. a mulher só pode pregar e/ou ensinar para mulheres;
. as mulheres são proibidas de serem ordenadas diaconisas, presbíteras, evangelistas, pastoras, bispas;
. as mulheres são proibidas de se filiarem às convenções locais, regionais e nacionais de suas respectivas denominações, etc.

Os teólogos cristãos e as teólogas cristãs têm distinguido entre três tipos de lei, dentro da Lei de Moisés:
. as leis morais que envolvem as questões de bem e de mal, que não se alteram com a passagem do tempo;
. as leis cerimoniais que são os ritos que acompanhavam a legislação mosaica e podiam ser alterados com a passagem do tempo;
. as leis civis que são os estatutos que governavam os cidadãos e as cidadãs de Israel e que não tinham aplicação a povos fora da antiga nação de Israel.

A preocupação com a lei foi transferida para o Novo Testamento, onde, entretanto, recebeu um novo caráter. Jesus Cristo foi o novo Moisés que nos trouxe um conhecimento mais profundo e uma aplicação mais perfeita dos princípios ensinados no Antigo Testamento.

A LEI DO AMOR assumiu o seu devido lugar como LEI SUPREMA DIVINA em sua origem e, obrigatória para todos os homens e todas as mulheres.